domingo, 23 de setembro de 2012

Internet ajuda no ensino e na aprendizagem


28/07/2006 - 09h30
Internet ajuda no ensino e na aprendizagem; leia dicas

Da Redação
Em São Paulo
 


Ditados de palavras virtuais, livros gratuitos para download (incluindo clássicos como "Dom Casmurro", de Machado de Assis, e "Os Maias", de Eça de Queiroz), resumos de todas as disciplinas, dicas de estudo, dicionários e tradutores, enciclopédias, biografias, temas da atualidade e até um canal especial de música já estão no ar para auxiliar alunos e professores nessa volta às aulas.

São ferramentas de ensino e aprendizagem para todas as idades e níveis de ensino - da pré-escola ao ensino superior. A atualização é contínua.

Para acessar as dicas do UOL Educação durante o ano inteiro, basta copiar o endereço do especial Volta às Aulas e salvá-lo como favorito em seu computador.

Pesquisa escolar
Para fazer pesquisas escolares (para alunos), apostilas e planejamento de aulas (para professores), os internautas contam com a ajuda do UOL Lição de Casa. 

O Lição de Casa tem obras de referência, textos e ilustrações elaborados por profissionais especializados, além de algumas das mais importantes publicações do país. O material didático procura atender adequadamente estudantes dos ensinos fundamental e médio.

O site traz recursos para o aprendizado da língua espanhola e de filosofia -disciplinas que passaram este ano a fazer parte do currículo escolar. Também há ditados virtuais de palavras (em português e em espanhol) eoperações matemáticas online. Há indicações para crianças em fase de alfabetização e para estudantes do ensino médio. 

Na primeira página do site, estudantes e professores encontram acesso fácil a dicionários de português, inglês, italiano, alemão, espanhol e francês, um tradutor eletrônico (do inglês para o português e outros oito idiomas), um completo atlas geográfico, biografias de personalidades mundiais, livros de literatura brasileira e estrangeira, clássicos da filosofia, um índice com informações sobre os principais fatos ocorridos em 5.400 anos de história e assuntos comentados de todas as disciplinas do currículo escolar. 

O site também indica enciclopédia, almanaque e tudo o que o estudante precisa para se manter bem informado, como os arquivos do jornal Folha de S.Paulo, traduções de textos selecionados dos jornais mais importantes do mundo, sites de dezenas de revistas nacionais e centenas de textos com comentários de especialistas sobre temas da atualidade.

O UOL Lição de Casa faz abordagens diferenciadas por nível de ensino e oferece uma ferramenta de busca por assunto, a partir de palavra-chave ou tema. A busca é feita exclusivamente no conjunto de conteúdos editoriais oferecidos pelo UOL, preservando o estudante de páginas da Internet de origem duvidosa ou com informações não confiáveis.

Outros serviços
Também com a ajuda da Web, os alunos poderão treinar para o vestibular -há simulados exclusivos e provas de anos anteriores- e melhorar o português com as colunas dos professores Dílson Catarino (Pegadinhas Gramaticais) e Paulo Ramos. Os assinantes do UOL podem receber diariamente, por e-mail, as dicas de vocabulário e gramática. Basta assinar o Boletim Dicas de Português.

Para os pequenos, há um site de pré-escola -há ditados virtuais, operações matemáticas básicas e minitestes- e outro com divertimentos educativos.

No UOL Educação, os professores têm acesso à oferta de cursos de aperfeiçoamento, bolsas de estudos e a uma edição sintetizada dos Parâmetros Curriculares Nacionais. 

Para quem quer mais, há opções de visitas a museus, bibliotecas e universidades do mundo inteiro, sem sair de casa. É só acessar página inicial do UOL Educação.

Vantagens do Uso da Internet no Ensino


O uso da Internet na educação facilitará muito o processo de ensino. Através dela, é possível criar ambientes virtuais de aprendizagem, onde o aluno encontra a matéria a ser estudada e as tarefas a serem feitas. Essas "salas de aula virtuais" permitem que o processo de aprendizagem possa ocorrer em diferentes locais e não só na sala de aula tradicional. Além disso, através desses ambientes, os alunos podem estabelecer seus horários de estudo de acordo com suas necessidades, podendo gastar mais ou menos tempo que o habitual no aprendizado de determinadas matérias, ou seja, o aluno, no seu próprio ritmo, irá avançando com o conteúdo e enfrentando a resolução de problemas até que o aprendizado obtido seja suficiente para atingir os objetivos propostos. Assim, o aluno desenvolverá seu programa individual de estudos e poderá assistir "aulas" ou "palestras" em qualquer escola, não havendo distância para estudar; isso fará com que o processo de aprendizado deixe de ter um caráter passivo e passe a ser mais dinâmico e motivador, o que permite que o aprendiz desenvolva mais seu raciocínio, sua autonomia e até a sua capacidade de aprender a aprender, e faz com que essas qualidades se reflitam tanto no seu futuro pessoal quanto no profissional.

A integração das tecnologias na educação



A integração das tecnologias na educação
As tecnologias evoluem em quatro direções fundamentais:
Do analógico para o digital (digitalização) 
Do físico para o virtual (virtualização) 
Do fixo para o móvel (mobilidade) 
Do massivo para o individual (personalização) 
Carly Fiorina, ex-presidente da Hpackard

A digitalização permite registrar, editar, combinar, manipular toda e qualquer informação, por qualquer meio, em qualquer lugar, a qualquer tempo. A digitalização traz a multiplicação de possibilidades de escolha, de interação. A mobilidade e a virtualização nos libertam dos espaços e tempos rígidos, previsíveis, determinados.
 As tecnologias que num primeiro momento são utilizadas de forma separada – computador, celular, Internet, mp3, câmera digital – e caminham na direção da convergência, da integração, dos equipamentos multifuncionais que agregam valor.
 O computador continua, mas ligado à internet, à câmera digital, ao celular, ao mp3, principalmente nos pockets ou computadores de mão. O telefone celular é a tecnologia que atualmente mais agrega valor: é wireless (sem fio) e rapidamente incorporou o acesso à Internet, à foto digital, aos programas de comunicação (voz, TV), ao entretenimento (jogos, música-mp3) e outros serviços.
Estas tecnologias começam a afetar profundamente a educação. Esta sempre esteve e continua presa a lugares e tempos determinados: escola, salas de aula, calendário escolar, grade curricular.  
Há vinte anos, para aprender oficialmente, tínhamos que ir a uma escola. E hoje? Continuamos, na maioria das situações, indo ao mesmo lugar, obrigatoriamente, para aprender. Há mudanças, mas são pequenas, ínfimas, diante do peso da organização escolar como local e tempo fixos, programados, oficiais de aprendizagem.
As tecnologias chegaram à escola, mas estas sempre privilegiaram mais o controle a modernização da infra-estrutura e a gestão do que a mudança. Os programas de gestão administrativa estão mais desenvolvidos do que os voltados à aprendizagem. Há avanços na virtualização da aprendizagem, mas só conseguem arranhar superficialmente a estrutura pesada em que estão estruturados os vários níveis de ensino.
Apesar da resistência institucional, as pressões pelas mudanças são cada vez mais fortes. As empresas estão muito ativas na educação on-line e buscam nas universidades mais agilidade, flexibilização e rapidez na oferta de educação continuada. Os avanços na educação à distância com a LDB e a Internet estão sendo notáveis. A LDB legalizou a educação à distância  e a Internet lhe tirou o ar de isolamento, de atraso, de ensino de segunda classe. A interconectividade que a Internet e as redes desenvolveram nestes últimos anos está começando a revolucionar a forma de ensinar e aprender.
As redes, principalmente a Internet, estão começando a provocar mudanças profundas na educação presencial e a distância. Na presencial, desenraizam o conceito de ensino-aprendizagem localizado e temporalizado. Podemos aprender desde vários lugares, ao mesmo tempo, on e off line, juntos e separados. Como nos bancos, temos nossa agência (escola) que é nosso ponto de referência; só que agora não precisamos ir até lá o tempo todo para poder aprender.
As redes também estão provocando mudanças profundas na educação à distância. Antes a EAD era uma atividade muito solitária e exigia muito autodisciplina. Agora com as redes a EAD continua como uma atividade individual, combinada com a possibilidade de comunicação instantânea, de criar grupos de aprendizagem, integrando a aprendizagem pessoal com a grupal.
A educação presencial está incorporando tecnologias, funções, atividades que eram típicas da educação à distância, e a EAD está descobrindo que pode ensinar de forma menos individualista, mantendo um equilíbrio entre a flexibilidade e a interação.

Alguns problemas na integração das tecnologias na educação
A escola é uma instituição mais tradicional que inovadora. A cultura escolar tem resistido bravamente às mudanças. Os modelos de ensino focados no professor continuam predominando, apesar dos avanços teóricos em busca de mudanças do foco do ensino para o de aprendizagem. Tudo isto nos mostra que não será fácil mudar esta cultura escolar tradicional, que as inovações serão mais lentas, que muitas instituições reproduzirão no virtual o modelo centralizador no conteúdo e no professor do ensino presencial.
Com os processos convencionais de ensino e com a atual dispersão da atenção da vida urbana, fica muito difícil a autonomia, a organização pessoal, indispensáveis para os processos de aprendizagem à distância. O aluno desorganizado poderá deixar passar o tempo adequado para cada atividade, discussão, produção e poderá sentir dificuldade em acompanhar o ritmo de um curso. Isso atrapalhará sua motivação, sua própria aprendizagem e a do grupo, o que criará tensão ou indiferença. Alunos assim, aos poucos, poderão deixar de participar, de produzir e muitos terão dificuldade, à distância, de retomar a motivação, o entusiasmo pelo curso. No presencial, uma conversa dos colegas mais próximos ou do professor poderá ajudar a que queiram voltar a participar do curso. À distância será possível, mas não fácil.
Os alunos estão prontos para a multimídia, os professores, em geral, não. Os professores sentem cada vez mais claro o descompasso no domínio das tecnologias e, em geral, tentam segurar o máximo que podem, fazendo pequenas concessões, sem mudar o essencial. Creio que muitos professores têm medo de revelar sua dificuldade diante do aluno. Por isso e pelo hábito mantêm uma estrutura repressiva, controladora, repetidora. Os professores percebem que precisam mudar, mas não sabem bem como fazê-lo e não estão preparados para experimentar com segurança. Muitas instituições também exigem mudanças dos professores sem dar-lhes condições para que eles as efetuem. Freqüentemente algumas organizações introduzem computadores, conectam as escolas com a Internet e esperam que só isso melhore os problemas do ensino. Os administradores se frustram ao ver que tanto esforço e dinheiro empatados não se traduzem em mudanças significativas nas aulas e nas atitudes do corpo docente.
A maior parte dos cursos presenciais e on-line continua focada no conteúdo, focada na informação, no professor, no aluno individualmente e na interação com o professor/tutor. Convém que os cursos hoje – principalmente os de formação – sejam focados na construção do conhecimento e na interação; no equilíbrio entre o individual e o grupal, entre conteúdo e interação (aprendizagem cooperativa), um conteúdo em parte preparado e em parte construído ao longo do curso.
É difícil manter a motivação no presencial e muito mais no virtual, se não envolvermos os alunos em processos participativos, afetivos, que inspirem confiança. Os cursos que se limitam à transmissão de informação, de conteúdo, mesmo que estejam brilhantemente produzidos, correm o risco da desmotivação a longo prazo e, principalmente, de que a aprendizagem seja só teórica, insuficiente para dar conta da relação teoria/prática. Em sala de aula, se estivermos atentos, podemos mais facilmente obter feedback dos problemas que acontecem e procurar dialogar ou encontrar novas estratégias pedagógicas. No virtual, o aluno está mais distante, normalmente só acessível por e-mail, que é frio, não imediato, ou por um telefonema eventual, que embora seja mais direto, num curso à distância encarece o custo final.
Mesmo com tecnologias de ponta, ainda temos grandes dificuldades no gerenciamento emocional, tanto no pessoal como no organizacional, o que dificulta o aprendizado rápido. As mudanças na educação dependem, mais do que das novas tecnologias, de termos educadores, gestores e alunos maduros intelectual, emocional e eticamente; pessoas curiosas, entusiasmadas, abertas, que saibam motivar e dialogar; pessoas com as quais valha a pena entrar em contato, porque dele saímos enriquecidos. São poucos os educadores que integram teoria e prática e que aproximam o pensar do viver.
Os educadores marcantes atraem não só pelas suas idéias, mas pelo contato pessoal. Transmitem bondade e competência, tanto no plano pessoal, familiar como no social, dentro e fora da aula, no presencial ou no virtual. Há sempre algo surpreendente, diferente no que dizem, nas relações que estabelecem, na sua forma de olhar, na forma de comunicar-se, de agir. E eles, numa sociedade cada vez mais complexa e virtual, se tornarão referências necessárias.

Este texto foi retirado do site http://www.eca.usp.br/prof/moran/integracao.htm

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

LIVRO: A educação que desejamos - Novos desafios e como chegar lá. De José Manuel Moran

O livro analisa mudanças que as tecnologias trazem para a educação,bem com nos mostra um modelo de ensino com novas tendências. Enfoca o papel do professor no sentido de ajudar a formar cidadãos em todas as dimensões.